Desabafos GearHeads – O martírio de quem tem um carro

Ter um carro, nos dias de hoje, parece ser uma tarefa cada vez mais difícil, combustível caro, ruas em condições deploráveis, carros com preços cada dia mais elevados e mão de obra de mecânica cada dia mais escassa!
Antigo logo AGH
Antigo logo dos Amigos GearHeads! (Ignorem a falha no adesivo)
Este texto não vem para criticar política ou para criticar qualquer tipo de carro, uso este texto mais como um desabafo de quem precisa do carro no dia-a-dia, de quem quer fazer uma manutenção preventiva e ficar sem o carro mais que um dia atrapalha e muito. Desabafo hoje como quem tem um carro “chato” que precisa de uma mão de obra com um pouco mais de conhecimento e o que parece ser uma manutenção básica e simples, pode acabar virando uma dor de cabeça!
transito
E cada dia mais transito…
Quando você tem seu carro básico, aquele popular que se vê aos montes na rua, você sempre acha os famosos mexânicos que dizem conhecer todos os carros, você chega com seu Gol lá com uma falha no motor ou um rangido na suspensão e 5 minutos (isso quando ele não age de má fé e te faz deixar o carro lá o dia todo), e pronto, muitas vezes você não gasta muito (ou gasta pelo mesmo motivo citado a pouco) e pronto, seu carro está “novo de novo”, ou vamos usar um exemplo mais besta, uma manutenção preventiva, de rotina, trocar óleo, correia dentada e afins, também é batata, uma manutenção que é feita em um dia, você não gasta muito, fica feliz e seu problema está resolvido. Claro que no cenário que descrevi, temos “N” variáveis que podem acontecer neste meio tempo, além claro da já citada boa (ou má) intenção do mecânico, a qualidade do serviço e até conhecimento do mecânico. Se com um carro popular temos essas diversas variáveis e dificuldades, imaginem em um carro nem tão popular assim, mas que não chegue ao ponto de ser um carro de nicho, é aí que as coisas começam a ficar complicadas.
mecanico_
xá comigo chefe, eu sei o que to fazendo!
Antigamente tinha um Palio 1.0 EDX 1998, um carro valente, aguentou várias pancadas e lutou bastante ao meu lado, como foi meu primeiro carro, comprei mais por impulso do que por necessidade ou paixão, eu queria que meu primeiro carro fosse 1.0, não queria sair por aí tomando multas de velocidade ou acabar me matando com meu primeiro carro, ele durou firmemente durante 4 anos e claro gastei uma boa grana por não ter olhado todos os seus defeitos.
Enfim, este não é o ponto, o importante é que me diverti bastante com o carro, aprendi bastante coisa sobre carros, sobre direção, rodei muito e o mais importante, fui feliz, porém todo ciclo chega ao fim, só que antes de troca-lo, meu mecânico vivia me falando toda vez que o levava para as manutenções de rotina: “Troca esse carro, não é um bom carro, você esta gastando demais, não vale a pena gastar com ele….” enfim coisas que mães adoram dizer, só que quem dizia era meu mecânico, ele é um bom mecânico, sempre cobrou um preço justo, me mostrava todas as peças que trocava quando era necessário trocar algo e até me dava umas boas aulas de manutenção (que eu falhei miseravelmente em aprender), mas vivia criticando o guerreiro Palio!
Bom, comecei a procurar outros carros, e encontrei meu atual veículo, um Peugeot 206 Soleil 1.6 16V, 2001, outro carrinho valente, econômico, com os famosos clichês de carro com manutenção cara, 16v ruins, carro importado que não presta e toda a baboseira que se ouve ao comprar um carro que digamos, sai do diferente das marcas nacionais, não dei e não dou muita bola para nada do que dizem, me sinto feliz com o carro, é confortável, gostoso de andar e bem completo, ele realmente tem uma manutenção cara, mas só quando feita de modo corretiva, quando preventiva, não gasta muito mais que qualquer outro carro.
Até aí tudo bem, comprei o carro sabendo que a manutenção dele era pouca coisa mais cara, afinal é um Peugeot não um Palio, e tudo ia bem com o pequeno francês até sua primeira manutenção corretiva (é meus caros, nem sempre da pra fazer a preventiva).
O primeiro rolê de guincho a gente nunca esquece
O primeiro rolê de guincho a gente nunca esquece
Deixo meu carro com o mecânico, carro arrumado, vem a ladainha do mesmo: “Pô, você comprou uma bomba, deveria ter ficado com o Palio, era um carro bom, você não gastava quase nada, etc…” pensem na minha cara!? Como assim, o cara vivia criticando o carro, vivia me torrando para trocar de carro e quando troco ele me diz que era para ficar com ele!? Com isto em mente resolvi procurar outro mecânico, não por não confiar nele, mas pelo simples fato de que fiquei chateado com isso e também porque ele deu sinais de que não conhecia muito do carro.
Pois bem, vamos procurar outro mecânico, meus amigos, pensem numa treta!? Primeiro foi difícil achar alguém que saiba sobre o carro, e depois para achar alguém que cobrasse um preço justo e por último, alguém que tivesse tempo para trabalhar no carro.
Nessa ladainha, estamos falando de quase 1 mês para enfim conseguir parar o carro, e olha que tive quase que implorar para o mecânico pegar o carro logo, ao menos ao final de tudo pelo menos paguei um preço justo, não posso reclamar. Por isso penso que talvez seja esse o motivo da demonização do carro, a falta de interesse da nova geração por este veículo poluente, que gasta demais e não trás nenhum retorno.
Mas sinceramente, posso gastar muito dinheiro com meu carro e não ter retorno financeiro nenhum, mas me faz feliz, o importante é isso, estar feliz com seu carro, apesar de todos os problemas, aos poucos ele vai ficando legal, e mesmo que demore anos, um projeto sempre vai melhorando, e ao invés de ficar medindo a quantidade de quilômetros por litro, medimos a quantidade de sorrisos por quilômetro!
Aproveitei e mandei instalar um tow strape para deixar o visual mais legal!
Aproveitei e mandei instalar um tow strape para deixar o visual mais legal!