A franquia Need for Speed – Parte 2

Como dito na primeira parte, The Need for Speed foi um sucesso de vendas e crítica. A EA que conhecemos não ia perder a oportunidade de uma sequência, e foi o que ela fez com Need for Speed II.

O segundo jogo da franquia mostrou que a Electronic Arts queria um rumo diferente. A começar pelo nome: Saiu o ‘The Road & Track presents’, valorizando um pouco mais o nome da franquia. O jogo saiu apenas para PlayStation e PC, e essas duas versões possuem engines diferentes. Por falar em engine, a capa do CD ressaltava que o o sucessor do NFS usava um motor gráfico totalmente novo, o que é verdade.

A versão para PC tinha gráficos melhorados em relação ao antecessor.

O segundo jogo também causou impacto na época devido a lista de carros presentes. Foi o primeiro jogo a trazer o Ford GT90, um conceito de 1995 que teria um V12 de 730cv se fosse produzido (existe apenas uma unidade e ela está em posse da Ford). Além dele, carros exclusivos como o Lamborghini Càla, produzido pela Italdesign de Giorgetto Giugiaro, o Ford Indigo que é um conceito de 1996 e o Lotus Elise GT1, que só possui uma unidade para as ruas, estão entre os automóveis disponíveis. Isso sem falar dos carros ficcionais, como o Tombstone, que foi baseado em um veículo da NASCAR.

A versão de PS1 era bastante inferior, mas aproveite para apreciar esta bela intro. Onde mais você teria um XJ220 correndo com um Càla?

Temos à disposição 9 carros, divididos em três classes:

Classe C

  • Italdesign Càla
  • Lotus Espirit V8

Classe B

  • Ford Indigo (Carro bônus)
  • Isdera Commendatore 112i
  • Jaguar XJ220

Classe A

  • Ferrari F50
  • Ford GT90
  • Lotus Elise GT1
  • McLaren F1

Ainda existiam 6 carros da versão Special Edition, que saiu apenas para PC:

  • Bomber BFS
  • Ferrari 355 F1
  • Ford Mustang Mach III
  • FZR 2000
  • Italdesign Nazca C2
  • Tombstone

Definitivamente era uma lista de respeito e que deve ter sido cara para licenciar. Até mesmo em jogos de corrida atuais são raros os casos de carros conceito jogáveis, mas a franquia Need sempre teve a disposição, como veremos futuramente.

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Os filtros modernos deixam o jogo mais apresentável. Ou tentam.

O jogo possui 6 pistas, Mediterraneo, Mystic Peaks, North Country, Pacific Spirit, Proving Grounds e Outback. Existe uma bônus, a Monolithic Studios, que se passa dentro de um set de Hollywood (?). E além disso, na versão Special Edition há a Last Resort, que é uma das fases mais bonitas do jogo.

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Sim, o visual é datado. Mas ainda é uma fase muito bonita.

NFS II deixou a simulação para se tornar mais arcade (e veremos que essa alternância será comum na série, mas que nem sempre foi benéfica para os jogadores). O cuidado com o ronco e o comportamento dinâmico  de cada carro não teve o mesmo esmero do primeiro jogo (o qual tem mérito da Road & Track, que soube trabalhar bem neste aspecto). Prova disso está na jogabilidade, que era mais solta e o carro tinha mais tendência para as derrapagens controladas, tanto no PC quanto no PS1 (porém o drift não gerava nenhuma pontuação). As críticas da imprensa especializada foram mistas, mas as vendas ainda foram muito boas. Foi também o NFS mais louco de todos, envolvendo cavernas indígenas, um estúdio de cinema e dinossauros  (!).

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Sim, isso acontece na Monolithic Studios e isso é sério

Outro fato que trouxe certo ceticismo ao NFS II é a falta da perseguição policial. Porém a EA soube ouvir e trouxe, no terceiro jogo da franquia, um dos nomes mais respeitados quando se fala em Need for Speed: Hot Pursuit.