Brasileiros faturam o ouro no Rally Dakar

O Rally Dakar acabou hoje (14) e provou mais uma vez ser a prova de velocidade e resistência fora do comum. Mas fora do comum mesmo está nas premiações. O estreante Sébastian Loeb, que ficou desempregado recentemente, levou a prata na categoria dos carros, deixando o ouro para Peterhansel.

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Peterhansel faturou o caneco da categoria mais cobiçada

Até aí, nada de muito anormal: o título de construtores continuou com a Peugeot, que este ano correu com o 3008 DKR apostando novamente na tração traseira e nos pneus maiores para sair na frente da concorrência. Estratégia correta afinal, um conjunto com tração integral é mais pesado e complexo, dois fatores que não ajudam em nada na durabilidade de um carro de um rali de longa duração. Prova disso é que eles levaram pra casa o ouro, a prata e o bronze. Parece que temos uma aposta de sucesso aqui, não acham?

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Roldan (à esquerda) e Torres (à direita) na largada do Rally Dakar de 2016

A surpresa mesmo está na categoria dos UTVs, carros semelhantes aos Baja SAE encontrados em algumas faculdades brasileiras. O piloto carioca Leandro Torres e o navegador paulista Lourival Roldan faturaram o lugar mais alto do pódio depois de 54h01min50s, cerca de quatro horas a frente dos chineses Wang Fujiang e Li Wei. Os quatro são da mesma equipe, a Polaris. Desde o dia 6 a dupla se manteve na dianteira, enfrentando quase 9000 km do circuito mais desafiador do planeta.

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Os vencedores na linha de chegada

A versão de produção do Polaris RZR 1000 XP, o UTV dos brasileiros, é equipada com um motor de 999 cm³ com 111 cv, 2 cilindros e duplo comando de válvulas no cabeçote. A suspensão dianteira usa braços em duplo-A e a traseira possui braços triplos transversais. Mais alguns detalhes estão nas rodas em alumínio de 14 polegadas, nos freios a disco ventilados de 248 mm (com pinças de dois pistões) nos quatro cantos do carro, no peso seco de 620,9 kg e na transmissão automática que tem a opção de alternar entre 2WD e AWD.

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O painel é no centro, que nem o do Etios

Apesar de não serem novidades, os UTVs não tinham uma categoria só pra eles, era uma subcategoria. Este ano marca o primeiro campeonato com a categoria dos UTVs separada dos carros. Ou seja, a dupla do Brasil não foi apenas os primeiros brasileiros a ganhar com o UTV. Eles foram também os primeiros a venceram na estréia da categoria. E tem mais, é a primeira vez que o país vence o Dakar prova na classificação geral de uma categoria. Vocês conseguem perceber o peso dessa conquista? Como diria um famoso comentarista esportivo “É…É…É DO BRASIL!”.

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