High 5 – As 5 piores reestilizações já feitas – Parte 1

As reestilizações normalmente são uma necessidade para tornar a aparência do seu veículo mais moderna. Antigamente, as reestilizações se limitavam a lanternas e faróis novos (o que era muito bom, pois quem tinha o carro mais antigo podia deixá-lo com a cara do novo só trocando o conjunto ótico).

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Hoje, com os projetos se defasando esteticamente, para-lamas, para-choques, rodas e tudo o que for possível mudar (sem gastar muito dinheiro no projeto) é trocado para atualizar o automóvel. Acontece que nem sempre essas mudanças caem no gosto do público, criando versão com visual bem duvidoso. É dessas mudanças que falaremos no High 5 desta quinta, com certas polêmicas a vista.

Volkswagen Gol G4 – 2006

O Gol G3, nascido em 1999, sem dúvida foi o melhor Gol de todos os tempos. Nele tivemos os pacotes de opcionais, onde um carro 1.0 podia ser tão completo quanto um 1.6, o visual era muito coerente com a proposta do Gol e com a cara da Volkswagen e foi nele que tivemos o motor mais potente disponível num Gol, um 2.0 16 válvulas importado (que era usado no Golf GTI mk3 europeu, mas o nacional nunca teve esse motor) com duplo comando de válvulas e cabeçote de fluxo cruzado. Em 2006 a VW lança o Gol G4 e tudo isso vai por água abaixo.

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Gol G3 foi um belo carro feito pela VW

O Gol G4 tinha um acabamento muito ruim, os faróis perderam a dupla parábola e a parte elétrica usava componentes de baixa qualidade (é comum ver carros com a luz da injeção acessa sem qualquer problema mecânico). O interior do Gol G4 era tão ruim que a própria Volkswagen admitia isso: ao selecionar o air bag como opcional, o carro vinha com o interior do Gol G3, e esses exemplares são raríssimos.

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Já o G4, foi um grande erro

O Gol de quarta “geração” ainda consolidou o conceito errado de geração na cabeça dos brasileiros. Um carro não muda de geração porque mudaram os faróis, o acabamento e o ano-modelo mudou. Mas vendeu, porque Gol é Gol.

Audi R8 – 2015

Nem parece mas o R8 está aí desde 2006. Já são 11 anos e logo ele deve ganhar uma nova geração. Mais impressionante ainda, as linhas base do superesportivo de Ingolstadt estão aí desde 2003, com o conceito LeMans Quatro (o carro do Darius em Need for Speed Carbon, muitos lembrarão em como era difícil vencê-lo). Foi um dos designs mais felizes dos anos 2000. Até que alguém achou que era hora de mudar.

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O Audi R8 sempre teve um visual limpo e harmonioso

Em 2015 alguém achou que era hora de mexer mais radicalmente no supercarro da Audi (o R8 sofreu um discreto facelift em 2012, para quem não se lembra). Com isso, além do visual mais quadrado vindo da nova family face da Audi, o carro perdeu personalidade. Até a coluna lateral inteiriça (que na verdade é um grande scoop) passou a ser separada. A internet não perdoou o novo R8, que ainda fez o favor de abandonar o câmbio manual.

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Depois do facelift o carro não ficou feio, mas ficou exagerado

O caso do Audi R8 é um pouco menos grave que os outros da lista. Não que o carro tenha se tornado feio, mas o modelo anterior era muito mais bonito e coerente. Logicamente, as vendas vão muito bem, obrigado: o carro tem o mesmo conjunto de uma Huracán por uma fração do preço.

Fiat Punto Evo – 2014

A Fiat da Índia, assim como a Fiat do Brasil, tem bastante independência. Eles que projetaram o Linea, o sedã quase-médio que chegou a ser vendido aqui. E agora eles fizeram uma das piores coisas que podiam ter sido feitas com o Fiat Punto: uma reestilização mal feita.

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O visual mais completo da linha Fiat no Brasil

O Punto passou por um leve facelift no Brasil em 2013, onde poucas coisas foram mudadas no design projetado em 2005 por Giorgetto Giugiaro. O carro com o visual mais bem resolvido da Fiat recebeu uma série de modificações de mal gosto pela Fiat indiana em 2014. A partir desse ano, o Punto passou a ser vendido em quatro versões: o Abarth Punto, que é o mesmo T-Jet que tivemos só que com o nome Abarth, o Urban Cross, que é um Punto com visual aventureiro e o Avventura, a é a cereja do bolo, tem até estepe na mala! Ainda há o Punto Pure, uma versão de entrada que preserva o visual de 2005.

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Sem comentários

Ainda bem que a Fiat tirou o carro de linha aqui no Brasil, porque se fosse pra continuar e tivesse que usar essa frente seria o típico caso de “é melhor morrer como herói do que viver a ponto de virar o vilão.”

Chrysler 300C – 2011

O 300C de 2004 é um dos carros mais icônicos dos Estados Unidos. Era, porque a segunda “geração”, de 2011, mudou a aparência do veículo radicalmente. São aquelas pequenas mudanças que fazem toda diferença, para pior neste caso.

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300 Raíz

O Chrysler 300 é vendido nas versões Limited, 300S, 300C e 300C Platinum. As duas últimas versões usam um HEMI de 5,7 litros, mas o motor V8 HEMI de 6,4 litros disponível no modelo SRT-8, foi descontinuado em 2015. O 300 de 2004, que figura em 12º na lista dos 25 carros mais icônicos da cultura Hip-Hop, deixou de ser um carro de mafioso e se tornou um sedã de visual europeu num corpo de sedã americano em 2011 (curiosamente, o carro é vendido na Europa como Lancia Thema).

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300 Nutella

As proporções continuavam lá, mas o visual icônico e a presença do 300C se perdeu. Tenho certeza que vocês respeitariam o Heisenberg se ele tivesse um 300C original, e não um com facelift. Opa, soltei um spoiler.

Subaru Impreza – 2004

O Impreza é um dos carros mais lendários da cultura JDM, ganhando diversos campeonatos de rali ao redor do mundo. A segunda geração, conhecida como “N” Series (não, não são os Nokia), é a mais cultuada entre os fãs dá clássica receita dá Subaru: motor boxer turbinado e tração integral. Mas ela nem sempre foi feliz com o visual de seus carros.

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Um clássico da Subaru

Lançada em 2000, a nova geração do Subaru veio com um visual “ame-o ou deixe-o”, apelidada de bug eye por causa de seu conjunto ótico. Mesmo assim, ainda era um belo carro, o pior ainda estava por vir, em 2004, com o facelift que ficou conhecido como blob eye. Esse não teve polarização entre os fãs, a maioria simplesmente não gosta.

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A versão STi é menos pior

Para reverter essa situação outra reestilização foi feita, em 2006, conhecida como hawk eye. Só que durou pouco: em 2008 a terceira geração do Impreza seria lançada, pondo fim nos apelidos por causa dos faróis.

Gostou da lista? Não gostou? Se prepare: teremos uma continuação! Deixem suas sugestões nos comentários.