High 5 – 5 Pequenos Grandes carros que não temos no Brasil

Há quem goste de carros pequenos e nós sabemos reconhecer suas qualidades. São mais fáceis de estacionar, ocupam menos espaço na garagem e, a depender da finalidade, podem se tornar verdadeiros “karts com teto”. Com o trânsito cada vez mais caótico, um carro menor poderá ser a solução dos seus problemas, isso, é claro, antes de ser radical de vez e comprar uma moto.

Kart com teto
Não é bem isso que quero dizer com “kart com teto”

A questão é que o mercado nacional nunca foi muito aberto para modelos sub-compactos. “Brasileiro compra carro por metro” e isso é verdade, basta ver o Up! MSI. O carro, que veio em fevereiro de 2014 com a missão de substituir o Gol G4, ficou aquém do que a Volkswagem do Brasil planejou. Hoje, nós falaremos de carros que se encaixam nesta categoria e que, provavelmente, nunca virão ao Brasil oficialmente.

Fiat Panda Cross 4×4

Ao contrário dos modelos altinhos vendidos aqui, o Panda Cross vem com tração nas quatro rodas. O Panda 4×4 é vendido a partir de 17.350 euros, mas a versão realmente interessante é a Panda Cross, custando 2 mil a mais. O modelo Cross vem com adereços estéticos semelhantes ao do Jeep Renegade Trailhawk, o que dão um ar mais invocado ao compacto.

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Olha só como ele é aventureiro

A caixa é sempre manual, com 6 velocidades no modelo a gasolina (que teve a 1ª reduzida) ou com 5 velocidades no modelo turbodiesel. O TwinAir turbinado de 0,9 litro e 2 cilindros, produzindo 90 cv a 5.500 rpm e 14,8 kgfm a 1.900 rpm na gasolina. Já no carro que bebe diesel, o motor é o MultiJet 1.3 de 4 cilindros com turbo e intercooler, produzindo 95 cv a 3.750 rpm e 19,4 kgfm a 1.500 rpm. É interessante notar que o carro vem com 6 airbags desde o mais básico. O pequeno mede 3,70 m e pesa 1.230 kg.

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Mistura de Mobi com 500

A disposição dos botões no painel e até mesmo a posição da alavanca de câmbio é semelhante ao do Fiat 500. O interior possui, desde 2011, o acabamento pós-FCA, semelhante ao que vimos acontecer no Brasil com o Uno (que tem origem na mesma plataforma) só em 2014.

Renault Twingo GT

O Twingo é velho conhecido dos brasileiros mas, assim como Clio, ficou abandonado na gama Renault nacional. Sem receber grandes atualizações, saiu de linha em 2002 enquanto na Europa seguiu firme e forte. Hoje, em sua terceira geração, que compartilha plataforma com o Smart ForFour, ganhou 2 portas e o fôlego que faltava para uma versão esportiva.

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A tampa traseira de vidro está lá

O Twingo GT possui um motor 0.9 de 3 cilindros, que produz 110 cv a 5.750 rpm e 17,34 kgfm a 2.000 rpm na variante esportiva graças a mudanças na central eletrônica e na admissão. Junte um motor sobrealimentado, montado na traseira do carro, uma transmissão manual de 5 marchas com relações mais curtas e pronto: 0 a 100 km/h em 9,6 segundos. O trabalho foi feito pela Renault Sport, incluindo as mudanças estéticas e na suspensão. É interessante notar que os pneus são 185/45 R17 na dianteira e 205/40 R17 na traseira. O carro pesa 943 kg e mede 3,59 m.

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O interior é bem simplório mas condiz com a proposta

O curioso disso tudo é que o carro possui uma saída do escapamento em cada lado do carro, semelhante ao 500 Abarth. O preço pedido é de 15.480 euros.

Honda S660

Este com certeza não virá até nós. Trata-se de um kei car, aqueles carros japoneses que não podem ultrapassar a barreira dos 660 cm³ (por isso o nome) e os 3,4 metros de comprimento. E como é natural de qualquer regra, o S660 fica no limite delas, produzindo 64 cv (o máximo permitido para um kei car) a 6.000 rpm.

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Um micro-NSX

O motor de 3 cilindros, montado em posição central traseira, conta com a ajuda de um turbo-compressor para produzir 10,6 kgfm a 2.600 rpm. Graças ao entre-eixos jogando as rodas nas extremidades do chassi, o peso de 760 kg e o câmbio manual de 6 marchas, o Hondinha consegue ser um carro mais do que GearHead: é a personificação em lata de como fazer mais com menos. É diversão pura por cerca de 60 mil reais em valores convertidos.

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Seguindo a tradição dos roadsters da Honda, o console central é totalmente voltado para o motorista

O S660 é uma espécie de “irmão menor para o S2000 que não existe atualmente”. Os planos da Honda consistem em fazer um novo esportivo nos moldes do S2000, deixando o S660 de entrada e o NSX como topo de linha, mas isso é história para outro dia.

Opel Adam S

O Adam é um sub-compacto que faz relativo sucesso na Europa. Com diversas opções de acabamento (principalmente para atrair o público feminino) e motores, fica clara a intenção de bater o Fiat 500. Mas existe uma versão que nos chama a atenção e é dela que contaremos mais.

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Rodas aro 18. DEZOITO!

O Adam S é equipado com um motor 1.4 turbo de 4 cilindros, produzindo 150 cv a 5.000 rpm e 22,43 kgfm entre 3.000 e 4.500 rpm. O câmbio é manual de 6 marchas, o 0 a 100 km/h é cumprido em 8,5 segundos e a velocidade final é de 210 km/h. As rodas são de 17 polegadas mas é possível pagar mais por rodas de 18 polegadas.

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Não dá pra perceber, mas o ar-condicionado é digital

A versão esportiva do Opel Adam começa em 21.090 euros e o mais sensacional de tudo é que até o nome das cores remete à um carro “bem humorado”, como o Branco Saturday White Fever, o Cinza Shades of Grey, o Azul Let it Blue e o Amarelo GoldBusters.

Mazda MX-5 Miata RF

Esse dispensa apresentações. Em sua terceira geração, o Miata agora divide plataforma com o Fiat 124 Spider mas não os motores. O pequeno conversível está disponível em duas configurações, o MX-5 e o MX-5 RF. O RF se difere do modelo base por ter um teto rígido que pode ser rebatível ao toque de um botão. Falaremos do modelo hardtop, que seria bem mais prático para a proposta de um carro de uso diário.

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O MX-5 é, na verdade, um sonho

O motor é o Skyactiv-4 de 2 litros, construído em alumínio, com duplo comando de válvulas, variável na admissão. Ao contrário do seu irmão italiano, o propulsor japonês é aspirado, produz 157 cv a 6.000 rpm e 20,46 kgfm a 4.600 rpm e pode ser conectado à uma transmissão automática de 6 marchas. Mas você vai preferir o câmbio manual, também com 6 marchas mas com diferencial de deslizamento limitado, inexistente na versão automática. A distribuição de peso está no meio a meio (no modelo AT é de 51/49) e, com 1.110 kg e 3,91 m, o MX-5 RF entrega toda a diversão de um conversível japonês com a possibilidade da capota rebatível eletricamente.

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Ignore a transmissão automática

O MX-5 parte de US$ 24.915,17 enquanto que a sua variante de teto de metal sai por US$ 31.555,16. Pensando bem, o MX-5 é mais barato e ainda é 53 kg mais leve. Ok, agora eu estou indeciso.

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Antes de todos esses modelos, um nobre guerreiro brasileiro inovava na questão de espaço

E aí, qual modelo você gostaria que estivesse a venda no Brasil? Qual você levaria pra casa? Tem mais alguma sugestão? A caixa de comentários está aberta para a discussão!