Alonso irá correr a Indy 500 em 2017

A quarta-feira começou normal, meu celular despertou, acordei para trabalhar e quando verifico as notícias do dia, vem a bomba: Alonso anuncia que vai participar das 500 milhas de Indianapolis AINDA EM 2017. Eu fiquei pensando: Tá, mas e Mônaco? Se você fez a mesma pergunta, aqui vai a resposta, o asturiano vai abdicar da corrida no principado para tentar o sucesso em terras americanas.

Falo como bomba porque é uma situação inesperada, um piloto de F1 tem vários parágrafos no contrato que não permitem que ele simplesmente deixe de correr uma corrida de F1 para correr em outra categoria, mas Alonso conseguiu falando com a Honda e McLaren. Essa permissão só rolou porque ele vai correr pela Andretti, equipe que também usa motores Honda na categoria.

Alonso tem um ótimo currículo na F1, é bi-campeão, tem várias vitórias e pole positions, porém uma série de azares vêm deixando o piloto meio esquecido nas pistas, fora as entrevistas engraçadas e os memes existentes (quem não se lembra do piloto curtindo um sol em Interlagos?). Mas desde a parceria da McLaren com a Honda o piloto vive sofrendo com a falta de potência dos motores japoneses. A esperança era que em 2017 as coisas mudassem, porém o que aconteceu foi o contrário e em duas corridas ambas tiveram abandonos.

Por outro lado também, vai ser legal ver o piloto em Indianápolis, ele que nunca escondeu a vontade de correr as 24 Horas de Le Mans e também a Indy 500, e graças ao bom relacionamento com a Honda a oportunidade de correr pela primeira vez em um oval não poderia ser numa oportunidade melhor. A adaptação não deve ser difícil e, é claro, conta com todo o apoio da McLaren que contará com Button para a corrida em Mônaco. O mais legal de tudo é que a McLaren confirmou que o carro que Alonso correrá na Indy 500 também terá a pintura laranja, em homenagem à pintura utilizada entre 1974 e 1976 por Bruce McLaren e Johnny Rutherford.

O mais legal é a pintura laranja de volta à Indy 500

É difícil dizer se Alonso ganhará a corrida, por mais que corra com um carro de uma ótima equipe (e atual vencedora), há diversas variáveis para se chegar ao topo do pódio da corrida. Além das 200 voltas há ainda as maiores chances de acidentes, o tempo de adaptação (ele estará correndo contra pilotos muito mais experientes) e, além do mais, é outro carro, outro tipo de condução, outro tipo de chassi, um mundo completamente novo que não depende apenas do piloto, depende até da sorte. É só ver quantos azarões já ganharam a mítica corrida, dois exemplos clássicos são de Tony Kanaan em 2013 pela então pequena KV Racing e Dan Wheldon que venceu em 2011, após J. R. Hildebrand bater na última curva da última volta.

Dizer que Alonso não tem chances nenhuma é sacanagem, acredito no piloto, mas só no dia da corrida para sabermos. Mas também não tem como depender apenas da sorte, ele é um piloto excepcional, um dos pilotos mais completos da F1 atual, mas terá que levar toda essa habilidade para os carros da Indy. Resta agora só aguardar até o final de maio (a ansiedade mata) para ver a corrida.