Automáticos ao ataque – Morte dos DCT’s

Com o câmbio automático convencional melhorando rapidamente, com trocas mais rápidas e suaves, os câmbios de dupla embreagem estão prestes a serem enterrados juntos com o nosso favorito câmbio manual.

bmw-dct-012

Já estamos acostumados a receber noticias de carros sendo lançados sem a opção de um belo câmbio manual, dando espaço para os, por exemplo, DSG e PDK, com sua extrema velocidade de troca em quaisquer situação. Porém, parece que o jogo virou, não é mesmo? O destruidor de sonhos GearHeads está também com os dias contados segundo Peter Quintus, vice-presidente de vendas e marketing da BMW. “É uma questão de quanto tempo os câmbios de dupla embreagem ainda terão”, disse o executivo para a revista australiana Drive.

Quando os dupla-embreagem foram lançados, uma revolução foi instaurada. Nenhum câmbio automático com conversor de torque conseguia chegar aos pés de algo tão rápido. Esses câmbios automáticos convencionais eram lentos e não respondiam adequadamente aos comandos desejados do piloto motorista, seja trocando de marcha com certo delay ou as vezes nem trocando. O problema é que os conversores de torque cresceram, passaram a adolescência estudando e hoje em dia já são espertos o bastante para serem competitivos com os DCT’s. Prova disso é o câmbio ZF de 8/9 marchas, presente no Audi RS5, na Fiat Toro, no Land Rover Velar, no BMW Série 5, no Bentley Bentayga e no Continental.

2017 BMW 330i Automatic Review

“Os câmbios de dupla embreagem tinham duas vantagens: eram leves e as trocas eram mais velozes” – disse Quintus. “Agora, com os automáticos melhorando e ficando mais espertos, toda essa vantagem em relação à velocidade acabou”.

Sobre os manuais, o próprio ainda comentou que o máximo aceitável para um câmbio manual seria em torno de 450 cv. Em relação aos manuais americanos, com mais pôneis que isso, Quintus soltou a bomba: “Olhamos os câmbios americanos e descobrimos que eles são pesados e a qualidade das trocas é péssima”. Alguém quer discordar?