High 5 – As 5 pilotos mais importantes do automobilismo

sabine-schmitz-die-nordschleifen-queen-1200x800-2e565d1d5d52e22f
Ela anda de V10 enquanto você sai de frente com um AP

O automobilismo como conhecemos é um esporte tradicionalmente masculino, mas as vezes surgem mulheres que despontam como ícones em diversas categorias, mostrando que são capazes de correr tanto quanto ou até mais que os homens. Hoje, marcando a volta do High 5, nós contaremos a história de 5 mulheres que fizeram e/ou ainda fazem carreira nas corridas, seja na terra ou no asfalto.

Bia Figueiredo

bia121-reduzida
Bia Figueiredo após ganhar uma prova da Fórmula Renault

Ana Beatriz Caselato Gomes de Figueiredo, natural de São Paulo, está representando o Brasil na lista. Nascida em 1985, começou no kart em 1994, passou pela Indy e hoje está na Stock Car. É graduada em administração, piloto e já trabalhou na revista Car and Driver Brasil.

nova_616c_bia_2012_spindy300_miguelcostajr
Bia pilotando na Fórmula Indy

Estreou na Indy Lights, categoria de acesso da IndyCar Series, em 2008, onde conseguiu um 1º lugar no Nashville Superspeedway e o prêmio de estreante do ano. Em 2009 venceu no Iowa Speedway, garantindo sua entrada na categoria mais alta da Indy no ano seguinte. Correu nos EUA até 2013, voltando para o Brasil em 2014 para correr na Stock Car, pontuando em 3 ocasiões.

biakartrosa
Bia, em 1994, já estava nas competições de kart

Bia ainda passou pela Fórmula 3 Sul-Americana e pela Fórmula Renault Brasil. Em 2010 venceu a segunda corrida do Desafio das Estrelas de kart, partindo da 11ª colocação e ultrapassando medalhões do esporte, como Tony Kanaan, Felipe Massa e Rubens Barrichello. É a primeira e, até então, única mulher a vencer na Indy Lights.

Danica Patrick

maxresdefault1
Você percebe que sua vida mudou quando você vira personagem jogável num jogo de corrida

Nascida em Wisconsin, EUA, Danica Sue Patrick começou pilotando kart no Reino Unido até chegar na Fórmula Ford. Após voltar para a América, Danica conseguiu grande destaque na sua temporada de estréia na Fórmula Indy, em 2005. É piloto, modelo e personagem jogável em “Sonic & All-Star Racing Transformed” (sério).

danica_patrick_2011_indy_japan_300_race
Danica correndo na Indy Japan 300. Ela terminou em 1º lugar nesta prova.

Ela é a primeira mulher a vencer uma corrida na Fórmula Indy e a liderar uma prova da Daytona 500, uma das corridas mais disputadas da NASCAR. Mas como nem tudo na vida são flores, ela já sofreu preconceito por, vejam só, ser mais leve que os outros pilotos, caracterizando “uma disputa injusta” nas palavras de Robby Gordon, um piloto também americano (e que, vejam só, nunca venceu uma prova da Indy).

danica-partick-facts-about-racing
Danica já na NASCAR, antes da Daytona 500 na qual ela chegou a liderar parte da corrida

Em 2005 houveram boatos de que a promissora piloto se deslocaria para a F1, mas isso não aconteceu. Seus melhores resultados estão na IndyCar Series, com 7 pódios, 3 pole positions e 1 vitória (em 2008, correndo pela equipe Andretti-Green). Ela continua correndo e atualmente compete na NASCAR Cup Series, com resultados expressivos.

Maria Teresa de Filippis

mtdefilippis89jan16edit
Teresa em uma foto de época

Nascida em Nápoles, Itália, Maria Teresa de Filippis foi a primeira mulher a pilotar um carro de Fórmula 1, a categoria máxima do automobilismo, em 1958. Além disso, competiu em outras categorias (onde ganhou corridas) e é considerada por todos como uma pioneira no esporte.

cd9t3j3nbxhqturw7ryp
Um dos últimos contatos de Maria Teresa com o automobilismo

Nascida em 1926 (nos deixou em 2016), Teresa começou a correr com 22 anos por causa de uma aposta com dois de seus irmãos, eles duvidavam que ela seria rápida o suficiente para entrar na categoria. E o resto é história: ela correu na F1 entre 1958 e 1959, onde largou 3 vezes. Antes disso, participou de provas de longa duração e subidas de montanha, preferencialmente a bordo de um Maserati.

mtdf6
Maria provavelmente mandando Toto Roche à m*rda

Parou de correr em 1959, teve uma família no ano seguinte e resolveu dedicar-se a ela. Um fato curioso na história da piloto é que ela foi impedida de correr no GP da França de 1958 por ser mulher. O diretor de provas, Toto Roche, foi à conferência de imprensa e afirmou que “uma jovem tão bonita como aquela não deveria usar nenhum capacete a não ser o secador do cabeleireiro.” Há relatos de que Maria ficou furiosa quando soube e disse que se o visse teria o esmurrado. QUE MULHERÃO DA PORRA!

Michèle Mouton

michelemouton1
Michèle Mouton em seu primeiro ano de Audi Sport

Michèle Mouton competiu pela Audi e venceu quatro corridas da categoria mais desafiadora do mundo. Há aquela velha expressão de que é necessário balls of steel para competir no rali de velocidade, mas Michèle provou que isso não é bem verdade.

27michele-mouton-01
Michèle e a navegadora Fabrizia Pons

Nascida numa pequena fazenda do interior da França, desde os 13 anos demonstrou um interesse (até então) incomum pelos automóveis. Começou como piloto de rali em 1972 a bordo de outra lenda, o Alpine A110. Conseguiu bons resultados, mas ainda houve muita especulação quanto a seu carro. Diziam ter uma preparação especial, mas as inspeções constantes derrubaram essa teoria por terra.

michelemouton_1500
Mouton em 2011, no Salão de Genebra

Em 1977 chegou a pilotar pela Fiat, mas não gostou da experiência (dizia que o carro parecia um caminhão). Foi em 81 que Michèle foi para a Audi Sport. Com um carro mais competitivo, Mouton alçou posições cada vez melhores, até chegar no Rallye Sanremo. Ari Vatanen, um dos competidores do estágio, disse no começo da prova que “jamais perderia para uma mulher”. Ela não só ganhou como lutou pelo campeonato no ano seguinte e terminou em segundo lugar na tabela.

Sabine Schmitz

311fdd5200000578-0-image-a-19_1455275826538
Sabine pilotando uma Ford Transit em Nürburgring

A “rainha de Nürburgring” se tornou famosa por causa do “Ring Taxi”, um projeto no qual você pode dar uma volta por Nürburgring Nordschleife no banco do passageiro de uma BMW M5. Sabine é uma dos pilotos disponíveis para esse passeio e ela realmente é apaixonada pela pista. Não por qualquer pista e sim por Nür mesmo. Sabine corre cerca de 1.200 voltas por ano em Nür (seria meu sonho?) e até abriu um restaurante nas redondezas.

sabine_schmitz-nurburgring-e1405009816389
Sabine ao lado do seu Porsche 911 GT3

A alemã nascida em 1969 (ela faz 48 anos nesse domingo, dia 14) começou a correr depois de andar com o carro da família no Green Hell. E daí ela não parou mais: Sabine venceu as 24 Horas de Nürburgring em 1996 e 1997 a bordo de um BMW M3 E36. Em 2002 ela ficou famosa pelo Ring Taxi que comentamos acima, depois que levou Jeremy Clarkson para dar uma volta numa das pistas mais desafiadoras do mundo. Dois anos depois ela voltou ao programa, fez uma volta de 9’12” num Jaguar S-Type (47 segundos mais rápida que o Jeremy) e ainda disse que faria esse mesmo tempo numa van. Talvez fosse pretensão demais, mas o que ela conseguiu em 2014 foi muito mais impressionante.

Durante a 5ª corrida do VLN, torneio que possui 10 etapas e ocorre anualmente no inferno verde, ela saltou de 48º para 2º lugar como se todos os competidores estivessem parados. Impressionante, não?