Renault Sandero R.S. RS é o esportivo de verdade que virou esportivo de adesivo

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De Renault Sport para Renault “Sporting”

Não, eu não digitei o título desta matéria errado. O Renault Sandero Renault Sport Racing Spirit (RS³) foi revelado nesta semana, e traz algumas diferenças pontuais para a versão limitada do esportivo da Renault.

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Detalhe para o difusor vermelho

No lado de fora o adesivo na lateral ficou menor, com linhas mais anguladas e tem a inscrição “Racing Spirit”. As calotinhas das rodas, as pinças de freio, o friso que envolve todo o para-choque dianteiro e passa pelos LEDs diurnos, os retrovisores e até mesmo o difusor traseiro ficaram avermelhados.

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Até mesmo o aro dos difusores ficou vermelho!

No interior, quase tudo ficou vermelho. O que era cromado/prateado ganhou um tom de black piano e até mesmo o anel que fica em volta do velocímetro recebeu a pintura vermelha. É como se a Renault tivesse se inspirado na linha Sporting da Fiat (e isso não é necessariamente um elogio). Ao menos o teto recebeu um tecido na cor preta (já era hora).

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O Sandero Racing Spirit foi lançado no Autódromo Internacional de Curitiba

Para não dizer que não houve qualquer modificação mecânica, os bons pneus Continental ContiSportContact foram substituídos pelos Michelin Pilot Sport 4, que são ainda melhores. É quase um esportivo de verdade que virou esportivo de adesivo.

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A usina do Sandero R.S.

Os bons atributos do Sandero R.S. se mantiveram. O motor é o famoso F4R vindo da Duster, produzindo 150 cv a 5.750 rpm e 20,9 kgfm a 4.000 rpm. A caixa de marchas é a mesma do Duster manual, porém com as relação encurtadas e a 6 marcha nao é overdrive diga-se de passagem. A suspensão é afiadíssima, com acerto carimbado pela Renault Sport. E até mesmo os apetrechos visuais são funcionais, como o aerofólio traseiro que adiciona até 50 kg de downforce.

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A plaqueta que indica o número da edição especial

O lado ruim dessa história é que os aspectos negativos do carro também continuaram. O acabamento tem pouco esmero, a central multimídia não é lá isso tudo e o consumo de combustível é bem alto. Mas, quer saber? É um esportivo. Todos esses defeitos são justificáveis num carro onde o foco é a condução mais animada.

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Mas e o amarelo, cadê?

A edição especial é limitada em 1.500 unidades e tem preço sugerido de R$ 66.400, 3 mil a mais que a versão convencional. Se vale a pena? Só o futuro dirá. Mas bem que a Renault poderia ter ousado, trazendo as cores Ultra Blue do Clio V6 ou o Liquid Yellow do Megane R.S. Trophy.

Fotos por: Renault/Divulgação