Os carros conversíveis mais baratos do Brasil – Lasanhas AGH

Ei você! É um entusiasta sem dinheiro, assim como nós? Cansou de viver num país sem oportunidades para quem gosta de carro? Pois é, nós também. É chato ver que o mercado encolheu e as escolhas se resumem à SUVs de shopping e sedãs de tiozão, ambos com preço de ouro. Carros de tração traseira acessíveis, peruas e outras categorias que tanto gostamos simplesmente sumiram! É com essa ideia que lançamos o “Lasanhas AGH”, um bloco onde postaremos o carro que você quer e pode comprar.

Mas o que é uma lasanha? Clique aqui para saber!

Nosso foco aqui não é anunciar nenhum veículo ou classificado em específico, não temos qualquer ligação com os anúncios aqui apresentados. E, quanto aos critérios de avaliação, temos algumas restrições interessantes que valem serem mencionadas:

  1. O carro tem que estar no mínimo apresentável nas fotos;
  2. Carros com pendências na documentação estão sumariamente descartados;
  3. O carro tem que no mínimo sair do lugar.

Serão sempre três opções de carro, do mais caro ao mais barato, e, sempre que for possível, tentaremos fugir do senso comum. Afinal, estamos falando de lasanhas! E é justamente por isso que não levaremos em conta custos de seguro e, principalmente, manutenção. Feche o negócio por sua conta e risco!

E hoje o nosso contato é com aquela galera que curte os cabelos ao vento (ui), que gosta da sensação de liberdade do carro descapotável, aos que gostam de chamar atenção na porta da balada com o possante sem teto. Então, a pedida de hoje são os carros conversíveis mais baratos do Brasil! Acompanhem nossa seleção!

Peugeot 206 CC – R$ 27.999

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Francês, conversível e chama atenção na balada

No final do ano de 2002 a Peugeot surpreendeu o brasileiros com a chegada do 206 CC, o carro chegava como topo de linha do modelo e com um valor de compra muito superior, preço a se pagar pelo teto escamoteável e a liberdade de torrar sua cabeça no sol. Até hoje ele chama muita atenção por onde passa, pois não é comum ver um nas ruas, e se você quer impressionar uma galera por ai ele é uma ótima opção, seu visual envelheceu muito bem e não entrega o peso dos seus 15 anos de vida. O teto é recolhido em 20 segundos e a operação pode ser feita com  veiculo andando a até 10 km/h, mas a fabricante recomenda que isto seja feito com o carro parado e o motor desligado. Não espere espaço no porta malas, ele só existe com o teto levantado. Com o teto recolhido você terá dificuldades de colocar uma mochila lá pois os 410 litros somem.

206 CC

O motor é o famoso TU5JP4 1.6 de 110 cv a 5.700 rpm e 15 kgfm a 4.000 rpm que levam o pequeno conversível de 1.140 kg de 0 a 100km/h em 11,2 segundos e a 193 km/h de velocidade máxima. O 206 CC vinha de série com rodas de 15 polegadas (número bem alto na época), freio a disco nas 4 rodas, ABS, EBD e airbag dublo. Apesar de ser um 2+2 não espere levar alguém maior do que uma criança nos bancos de trás, com o teto levantado uma pessoa de 1,75 m precisa ficar com a cabeça comprimida no vidro traseiro. E sendo um 206 ele compartilha dos mesmos problemas do irmão de teto fechado. Sim, estou falando dela, a suspensão de vidro!

Chevrolet Kadett GSi – R$ 20.500

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O Kadett GSi é um dos mitos dos anos 90

O Kadett GSi foi um marco da indústria nacional, disputando o tempo todo o título de melhor esportivo com o Gol GTi e o Escort XR3, mas se você quer colocar o cabelo para balançar ao vento, escutando um bom rock dos anos 80 e 90, é aqui que você deve focar sua atenção. O carro foi desenvolvido em parceria com o estúdio Bertone e demorava mais de 6 meses para ser produzido, o assoalho e a dianteira dos carros eram feitas no Brasil e enviadas para Itália, onde a carroceria era terminada e enviada de volta para o Brasil, recebia a mecânica e, aí sim, era vendido ao publico. A capota de lona tem acionamento manual e, mesmo não se alojando dentro do porta malas, reduziu seu espaço de 390 para 290 L. Ele foi produzido por apenas 3 anos e bem moído pelos boys da época, por isso achar um exemplar em boas condições não é uma das tarefas mais fáceis do mundo.

Kadett GSi

Estamos falando de um GSi, com para-choques e capô diferenciados dos Kadetts comuns, dando o toque de esportividade ao modelo. Para proteger sua cabeça em caso de capotamento e para melhorar a rigidez estrutural do veiculo após a retirada do teto fixo, o Kadett tem uma barra que passa de uma lateral à outra do carro logo após os bancos dianteiros. No interior, lindos bancos Recaro para te abraçar nas curvas, painel digital completo e mais luxo que qualquer um dos concorrentes. E no cofre temos o famoso GM Família II 2.0 com injeção multiponto e saudáveis 121 cv e 17,6 kgfm de torque, cumprindo o 0 a 100km/h na casa dos 10 segundos e alcançando os 190 km/h de velocidade máxima. Com manutenção barata e desempenho páreo com carros modernos, o Kadett GSi é uma opção de compra que não oferece muitos riscos. Só fique esperto com a capota de lona, pois trocá-la será um martírio.

Ford Escort XR3 – R$ 12.500

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E pensar que já foi carro de jogador de futebol…

O carros mais barato da nossa lista também é o mais fácil de encontrarmos a venda, o problema assim como no Kadett fica com o estado de conservação dos veículos, que foram muito surrados ao logo destes mais de 20 anos nas ruas. Novamente o principal ponto para se ficar esperto é a capota de lona. Com um visual limpo e muito harmonioso o XR3 fica muito bem sem o teto e ainda chama muita atenção por onde passa. Ele era aclamado por muitos e teve um bom empurrão do Ayrton Senna, que tinha um XR3 na garagem e fez um comercial televisivo dizendo isto para todos. Sua fabricação, semelhante ao Kadett sem teto, era em parceria com a Karmann Ghia, que montava o monobloco, fazia a pintura e depois enviava para Ford terminar a montagem. Ao todo mais de 350 peças são diferentes do modelo convencional, que também elevaram em 64 kg de massa na balança.

Escort XR3

A vida do XR3 começou de forma complicada. Com o motor CHT 1.6 o carro chamava atenção nas ruas, mas na hora de acelerar deixava muito a desejar. Para resolver este problema a Ford, que nesta época fazia parte da Autolatina, colocou o famoso motor AP 1.8 no lugar do antigo CHT, dando mais força para o modelo acelerar por aí. Com o AP entregando 99 cv ele conseguia cumprir o 0 a 100 km/h em  12 segundos e chagava aos 166 km/h de velocidade máxima. A diversão fica por conta da traseira arisca, que não tem medo de escorregar e assustar os motoristas desavisados ou alegrar os mais empolgados. Ele é o carro mais simples da nossa lista e, provavelmente, o que mais te levará em uma viagem de volta no tempo por ser o mais analógico dos três citados. Se você comprar um recomendo que coloque um toca fitas e escute muito Legião Urbana, a experiência noventista será única a bordo de um dia de sol com a capota aberta.