Carros da Galera – Conheçam o Peugeot 206 de Rodolfo Schmidt

Falaí galera GearHead, hoje estamos postando mais um projeto do Carros da Galera! Além de nos aproximarmos de vocês, isso fará com que todos possam conhecer outros carros, ver diversos pontos de vista em cima do mesmo, despertar aquela paixão escondida meio renegada e até mesmo tirar aquela dúvida final, aquele detalhe que faltava para te animar na compra do veículo!

Lembramos que não queremos apenas os projetos mais absurdos, qualquer um pode participar, o foco aqui é na sua história com seu carro ou outros carros, queremos conhecer nossos leitores também! Hoje traremos para vocês a história do famoso quebrador de bieletas, que uma hora o eixo traseiro está torto e na outra empenado, famoso por uma suspensão mais frágil que porcelana. Com vocês a história de Rodolfo Schmidt e seu Peugeot 206.

Diga seu nome, idade, onde mora…aquela apresentação básica para a galera te conhecer.

Meu nome é Rodolfo Schmidt, 29 anos, moro atualmente entre Resende e Piraí, ambas cidades no interior do Rio de Janeiro. Sou analista de TI, o que apesar de não ter nenhuma relação com carros aparentemente contribui indiretamente pra isso, pois a galera da área de TI que eu conheço, em sua grande maioria também são doidos em carros.

Qual carro você tem?

Tenho um Peugeot 206 1.6 16v Rallye 2004, uma das versões mais completas que existem do 206, e com tudo funcionando perfeitamente.

Ele tem algum apelido?

Tem um apelido bem natural pra um Peugeot… Puguento.

Como você acredita que nasceu esta paixão por carros?

Acredito que foi bastante fomentada pelo meu pai, e também pelo fato de o primeiro carro que tive contato na vida ter sido um Dodge Magnum 1979, que está conosco até hoje. Por ser um carro muito diferente do que víamos na rua normalmente eu achava que ele era especial, quase um carro prêmio do GT2, isso fez com que a curiosidade por outros tipos de carros só aumentasse, até virar doença paixão.

Porque escolheu este carro?

Eu na época estava precisando de um carro pra não depender do carro dos meus pais pra sair com a minha namorada (hoje esposa). Estava indo atrás de carros baratos, econômicos e afins… Desisti, pois não tinham nada a ver comigo. Aí passei a cogitar a compra de um Civic Coupe 97 (EJ8). Me atraía o fato de ser um carro diferenciado, robusto, com certo apelo esportivo e até econômico se souber levar, porém não me agradava a ideia na época de gastar quase todo meu dindin com um carro de quase duas décadas. Decidi ir para algo mais novo, ou pelo menos no meio termo. Comecei a olhar carros entre 2004 e 2008 e acabei me interessando pelos 206, pois apesar do tempo eles não tinham o visual datado, até mesmo porque não faziam muitos anos ele deixou de ser fabricado e sua carroceria ainda era no 207 lançado em 2009 ou 2010. Algo interessante foi que quando tinha meus 14 anos de idade, no auge do tuning, imaginava que meu primeiro carro seria um 206, pela facilidade de personalização que ele oferecia, para o bem ou para o mal, diga-se de passagem rs. No início queria apenas um 206 pé de boi, mas como não me aguentei comecei a ver as versões que possuíam algum diferencial. Moonlight e seu teto solar, Soleil e SE 1.6 e por aí vai, até que cheguei na Rallye, praticamente o suprassumo do 206 no Brasil. Motor 1.6 16v, para-lamas alargados, trio elétrico, bancos semi concha com abas em couro, ajuste elétrico de farol, sensor crepuscular e de chuva, ajuste de altura do banco do motorista e volante… Enfim, um carro bem equipado e divertido. Acabei não resistindo ao apelo do carrinho e abracei ele rs.

Como você acredita que nasceu este amor/paixão/admiração por este carro em especifico?

Acho que independente do carro, o que cativa uma pessoa com relação a ele é o convívio diário. Dificilmente alguém vai amar uma Ferrari que te deixa na mão sempre, te faz passar vergonha, perrengue, raiva e sei lá mais o quê. Nesse ponto o Puguento foi exatamente o oposto de tudo o que já ouvi e li sobre Peugeot. Um carro super confiável e que nunca me deixou na mão, fora a história que ele possui em rallys.

Quais carros já teve antes do atual?

Só um Uno SX 1997.

O carro tem alguma alteração de motor e/ou estética?

Hoje ele possui trabalho de fluxo no coletor de admissão e cabeçote, filtro K&N esportivo inbox, short shifter pra trocas de marcha mais curtas, molas red coil, emblemas Peugeot Sport e abafador inox com saída de 3,5”.

Tem alguma pretensão maior de preparação de motor e/ou estética ou pretende deixar original?

Ainda pretendo instalar o kit turbo + intercooler, trocar todas as buchas do carro por PU, inclusive nas bandejas, instalar barras estabilizadoras mais grossas, strut bar, rodas challenger 17 (já comigo), upgrade de freios para o do C4, e talvez tenha me esquecido de algo, mas seria isso aí.

Quais você considera os pontos fortes e fracos do carro?

Acho que é um carro que envelhece bem, possui um ótimo design, espaço bom pra pessoas grandes no banco da frente, possui um interior bonito e bem acabado, e se souber manter, vai ter um carro pra vida toda, quase um Toyota ou Honda da vida.

Como é o uso no dia-a-dia? (Conforto, consumo, manutenção, desempenho, etc).

O carrinho possui ótimas características, é bem confortável para um carro do tamanho dele, a manutenção é mais cara sim, porém na maioria das vezes as peças dele duram mais que as de outros carros da mesma categoria. O desempenho é acima da média até hoje, conseguindo acompanhar muito carro mais novo ou mais potente.

Como são seus gastos com o carro?

Meus gastos com ele tirando os upgrades foram basicamente manutenção normal, óleo, filtros, pneus, essas coisas. Foram poucas as peças que eu tive que trocar por terem dado defeito, e mesmo assim quando deram já possuíam um tempo de trabalho considerável, como a bobina dele por exemplo, que deu problema depois de 120K km.

Qual foi a viagem mais longa que já fez com ele?

Foi do Rio de Janeiro para Belo Horizonte, quase 900 km ida e volta. Fui e voltei praticamente com 1 tanque, abastecendo nos últimos 50 km pra garantir rs.

Como se portou durante a viagem?

Tranquilo demais, o único porém foi ter entrado um pino de carroceria de caminhão no pneu traseiro, sendo que metade da viagem foi feita com o estepe no lugar. Mas cada saída de pedágio era igual Grande Prêmio.

Ele já te deixou na mão? (Quebrar em algum lugar longe de casa/voltar de guincho pra casa) O que aconteceu?

O único defeito que ele já deu na rua, e que mesmo assim eu consegui voltar pra casa, foi quando a bobina dele ferrou uma parte de circuito dela, aí só funcionavam dois cilindros. Esse defeito aconteceu na casa de um amigo. Como tinha acabado de trocar as velas pensamos que alguma delas pudesse ter dado defeito. Troquei as minhas velas comuns por um jogo de velas Iridium que estavam no VTI dele, porém o carro continuou do mesmo jeito. Desanimado, fui tentar chegar na minha cidade com o carro daquele jeito. Ele não passava de 70 km/h na estrada, e toda descida eu pegava o máximo embalo pra conseguir subir a ladeira que viria, assim consegui chegar em casa. Levei em um auto elétrico no dia seguinte e foi diagnosticado que parte da bobina havia “aberto” o circuito. Comprei uma nova, que é uma só para os 4 cilindros e eu mesmo troquei. O carro voltou a funcionar perfeitamente e nunca mais deu este problema.

Qual a melhor história que já teve com este carro?

Difícil dizer, são muitas e variadas. Ir nele para Águas de Lindóia no Encontro de Antigos com toda a minha família, alguns pegas, a viagem de BH.

E a pior?

Melhor não botar essas histórias na net kkkkkkk.

Pensa em algum dia trocar/vender este carro?

A ideia inicial era essa, ficar um tempo e vender depois pra ir renovando a frota particular né, pegando um carrinho um pouco melhor e tal, porém acabei me apegando demais a ele, além de já ter começado a mexer e aprimorar algumas coisas. Como é um carro relativamente barato, pra eu comprar algo mais novo teria que injetar bastante grana para ter algo de nível apenas semelhante. Não acho que seja a melhor opção nesse momento. Hoje penso em ficar com ele como carro de diversão, e futuramente adquirir um carro sem apelo pra mim, para não dar vontade de ficar com ele também rs.

Se quiser, sinta-se a vontade para fazer um resumão do carro, coloque algo que não perguntamos, algo que você acredita que deva ser citado, algo que você acha que possa inspirar os próximos GearHeads! Valeu!!!

Valeu galera pela oportunidade de contar um pouco da história desse meu pequeno companheiro de metal. É muito bom ver surgindo iniciativas assim, até porque precisamos nos unir e nos organizar em torno de nossos interesses, nossos hobbies, e nesse caso, em torno de algo que tem um valor ainda maior, que são as amizades que surgem dessa paixão em comum por qualquer coisa relacionada a automóveis. Só assim a gente vai conseguir mais apoio pra tornar realidade muitas coisas que só vemos fora do nosso país, como encontros com estrutura maior, novos autódromos, mais acesso a produtos aftermarket e por aí vai. Desejo todo sucesso a vocês e ao site. Grande abraço!!!

E por hoje foi só pessoal! Essa foi a história de Rodolpho Schmidt e seu Peugeot 206. E se você quer participar do Carros da Galera é só mandar um e-mail para amigosgearheads@gmail.com. Lembrando que o carro da semana sempre será a capa do nosso Facebook. Esperamos que todos tenham gostado e semana que vem tem mais! Para ler sobre outros carros que participaram aqui do carros da galera, clique aqui.

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