[EXCLUSIVO] Peugeot 308 europeu no Brasil em uma mega galeria!

Falamos aqui sobre como o segmento das peruas está às traças no Brasil, mas os hatches médios não passam muito longe: com vendas fracas e nomes de peso perdendo para modelos híbridos, investir em novos modelos é cada vez mais arriscado num mercado que só quer saber de SUVs, inclusive muito me admira a VW prometer a reestilização do Golf para ainda este ano. Atravessando essa ressaca econômica, a Peugeot teve uma das maiores novelas da categoria com a indecisão de trazer o novo 308 para o Brasil.

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Comparação entre o 308 deles e o nosso

Este 308 é feito sobre a plataforma EMP2 (Efficient Modular Platform), a galinha dos ovos de ouro do grupo PSA, que promete trazer motores eficientes, grande rigidez estrutural e confiabilidade. É nela que são montados os novos 408, 3008 e 5008, sem falar nos Citroën Jumpy e C4 Picasso. Comparada com a plataforma anterior, a PF2, a EMP2 consegue ser até 70 kg mais leve com o uso de aço ultra resistente, alumínio, magnésio e materiais compósitos.

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A reestilização é nítida na traseira do veículo

A segunda geração do 308 não é novidade em nossas terras. Lançado na Europa em 2013, foi o primeiro carro a dispor da EMP2, elogiadíssimo pela dinâmica, acabamento e suavidade ao rodar. Em 2015 a Peugeot do Brasil resolveu fazer um facelift no nosso 308 para que ele ficasse parecido com o 308 de segunda geração, o europeu, mas o resultado ficou tão duvidoso quanto o nosso 207.

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Comparação entre o interior do 308 europeu e o brasileiro

Ainda assim, a marca ainda falava sobre trazer o modelo novo como uma opção topo de linha, apenas na versão GT, para fazer frente ao Golf GTI. 20 unidades ainda pertencentes à fabricante foram importadas para o solo brasileiro, algumas receberam a placa verde de homologação e logo em seguida o restante pôde rodar livremente com a nossa conhecida placa cinza. Nós encontramos um desses 20 carros num belíssimo tom de azul (apenas 3 são desta cor), estacionado em São Paulo, e podemos capturar diversos detalhes do seu exterior. Algumas imagens contém borrões para manter a integridade das pessoas próximas.

Segundo fontes da PSA estes carros rodariam por cerca de um ano com diretores e gerentes da fabricante até que sejam destruídos, mas já passaram quase dois anos desde as importações e felizmente esses carros não foram escrapeados. Ainda há chance deles caírem no mercado de usados, mesmo que a Peugeot queira evitar isso para não causar um problema na rede de pós-venda por não ter peças para um modelo tão exclusivo.

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O número de chassi do 308 encontrado por nossa equipe

Mas por que essa decisão? Primeiro que o real teve uma desvalorização absurda e segundo porque o hatches, como dito mais acima, não vendem nada. Ironicamente, a Argentina (sempre eles) possui este modelo a venda, incluindo a versão GTI S. E olha que a economia deles não é muito melhor que a nossa não.

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Um 308 que estava em homologação

No fim das contas, a esperança é a última que morre.