Carros da Galera – Conheçam o VW Pointer GTI de Felipe Calabrez

Falaí galera GearHead, hoje estamos postando mais um projeto do Carros da Galera! Além de nos aproximarmos de vocês, isso fará com que todos possam conhecer outros carros, ver diversos pontos de vista em cima do mesmo carro, despertar aquela paixão escondida meio renegada e até mesmo tirar aquela dúvida final, aquele detalhe que faltava para te animar na compra do veículo!

Lembramos que não queremos apenas os projetos mais absurdos, qualquer um pode participar, o foco aqui é na sua história com seu carro ou outros carros, queremos conhecer nossos leitores também! Hoje traremos para vocês a história de um carro tão ruim que é o irmão feio de uma família adotiva de pais que se odeiam, que só de pensar  em cita-lo a bucha da bandeja já trincou, a longarina já tremeu. Com vocês a história de Felipe Cabrez e seu VW Pointer GTI.

Diga seu nome, idade, onde mora…aquela apresentação básica para a galera te conhecer!

Olá, meu nome é Felipe Calabrez, tenho 27 anos e sou natural de Matão-SP. Sou funcionário público atualmente, formado pela FATEC de Taquaritinga em Processamento de Dados, amante de carros noventistas, corinthiano e possuo um blog chamado ReZenhando (no qual já fiz uma análise entre o cruze e o carro no qual eu tenho, no mínimo curioso) que trata dos mais variados temas, vale a pena conferir galera.

Qual carro você tem?

Tenho um Pointer Gti 2.0 1994.

Ele tem algum apelido?

Sim, Bala de Prata. Bem simples, é porque ele é prata e possui uma arrancada tão rápida quanto um tiro.

Como você acredita que nasceu esta paixão por carros?

Tudo começou desde pequeno, eu tinha aquele famoso vizinho rico, éramos bem amigos, o pai dele assinava quatro rodas. A cada exemplar, ficávamos folheando e admirando as curiosidades e testes, e claro, década de 90, os Gti’s sendo endeusados e não seria diferente por nós também. Aquilo ficou no subconsciente, tanto que hoje tenho um hahahaha…Além disso, como a maioria da minha geração, quem jogou Gran Turismo 2, Need for Speed e Top Gear sabe o que estou falando, foram fortes influenciadores.

Como você acredita que nasceu este amor/paixão/admiração por este carro em especifico?

É como no primeiro filme do Transformers quando o Sam “escolhe” o Bumblebee, não é você que escolhe o carro, é o carro que escolhe você, e foi assim. Sempre gostei dos injustiçados, neste meio podemos citar os Kadetts e Mareas por exemplo, e naquela dúvida de qual carro comprar (na época tinha uma Suzuki Yes) navegando pelo Mercado Livre deparo-me com o Pointer Gti, o que era aquilo cara, o que impedia até então era a distância, afinal eram mais de 1000 KM separavam-me do meu Bala de Prata, ele e seu dono residiam em Laguna, SANTA CATARINA.

Sempre tive um amor em especial pelo Pointer e assim como já era hábito, achava ele um injustiçado da época, sofreu com a separação da Auto Latina (fusão entre Volks e Ford), culminando no fim de sua produção. Mas para a época ele possuía um design arrojado e ousado, além de ser hatch esportivo com 4 portas, impensável para a época. Fora isso, o ano de 94 ainda era uma época onde 90% dos carros eram poligonais, ou seja, quadrados, o Pointer não, possuía uma traseira refinada e imponente, além de uma frente que mostrava respeito. Nada me tira da cabeça que o Cruze Hatch chupou muito desta fonte quando em seu começo, é só parar e comparar por alguns minutos.

Quais carros já teve antes do atual?

Nenhum, só os do meu Pai que eu dirigia, um Gol Cl 1992 e um Palio 2010.

O carro tem alguma alteração de motor e/ou estética!?

Todo original, inclusive com motor refeito. Nenhuma, mas o charme dele que não se encontra hoje em dia são seus frisos vermelhos, onde passa as pessoas sabem.

Tem alguma pretensão de preparação de motor e/ou estética ou pretende deixar original!?

Pretendo manter o mais original possível, com algumas melhorias sempre que precisar.

Quais você considera os pontos fortes e fracos do carro?

Fortes: Design, conforto (bancos RECARO originais), arrancada, vários opcionais de fábrica, estabilidade e desempenho com muito peso na pista (várias acampadas e viagens no limite do inaceitável e ia a 120 de casquinha fazendo 12 km/l).
Fracos: Na cidade consome muito, buchas da bandeja (achei que era mito), faz alguns ruídos muito doidos, parte elétrica estranha.

Como é o uso no dia-a-dia!? (Conforto, consumo, manutenção, desempenho, etc)

Como uso ele para ir trabalhar pela manhã, como já adiantei é beberrão, consome uma média 4 ou 5 km/l. Superconfortável. A manutenção dele não é das mais baratas comparadas por exemplo a um gol do mesmo ano (fim do ano se meu pai não ajudasse com uns paus que deu no radiador eu estava fu…).

Como são seus gastos com o carro?

Já dava pra ter comprado outro Pointer desde que o adquiri.

Qual foi a viagem mais longa que já fez com ele?

Sem dúvidas a de quando o comprei, vindo de Florianópolis (cidade onde combinei encontrar-se com o vendedor), mais de 1000 Km.

Como se portou durante a viagem?

Nunca tive preocupação com ele durante as viagens, de casquinha vai tranquilo a 120 km/h, quando preciso fazer uma ultrapassagem faz fácil, e o conforto como já mencionado, na pista é o que mais me agrada. Confiança 100%, tanto que povo prefere viajar com ele do que com Palio e Onix.

Ele já te deixou na mão? (Quebrar em algum lugar longe de casa/voltar de guincho pra casa) O que aconteceu?

Sim. Voltando da apresentação da minha monografia da faculdade, era cidade vizinha. Na época ele já fumaçava e dava sinais de motor prestes a fundir, aquela noite eu estava inspirado e feliz, e na rodovia consegui “vencer” uma BMW 320, entretanto ao adentrar na minha cidade o motor se foi! Algumas outras vezes foram por falta de gasolina mesmo porque o marcador não está legal hahahaha.

Qual a melhor história que já teve com este carro!?

Difícil, porque quando vou acampar são excelentes histórias com o Bala de Prata, só que nada supera a busca por ele. Percorrer mais de 1000 km de ônibus com meu melhor amigo com SETE MIL REAIS no bolso, sendo que metade meu pai ajudou achando que ia buscar o carro a 100 km da minha cidade, tudo poderia ter dado errado, mas não deu, graças a Deus. No aeroporto de Florianópolis, local público e com grande movimentação de pessoas nos encontramos com o vendedor, testei o carro e viemos embora o mais rápido possível com medo de ser algum “rolo” que mais pra frente roubariam o carro e ficaríamos sem nada, nem dinheiro e nem carro. Já pensou?

De quebra paramos em Curitiba, cidade onde meu melhor amigo conhecia uma menina, ele ficou com ela por lá, curtimos a noite Curitibana e na manhã seguinte fomos embora.

E a pior?

Foi o motor ter fundido na pista como falei acima. O gasto foi grande.

Pensa em algum dia trocar/vender este carro!?

Não! Comprei já me imaginando andando com meus filhos nele! A não ser que seja uma urgência por questões de saúde.

Se quiser, sinta-se a vontade para fazer um resumão do carro, coloque algo que não perguntamos, algo que você acredita que deva ser citado, algo que você acha que possa inspirar os próximos GearHeads! Valeu!!!

Nada a acrescentar, tudo que precisava falar, falei. Um Gti com bastante história vivenciada e que vivenciará muito mais, hoje não tenho viajado muito com ele, porém está pronto para o que der e vier. Um abraço a todos os leitores e ao Amigos GearHeads pela chance do espaço no site!

E por hoje foi só pessoal! Essa foi a história de Felipe Calabrez e seu Pointer GTI. E se você quer participar do Carros da Galera é só mandar um e-mail para contato@amigosgearheads.com.br. Lembrando que o carro da semana sempre será a capa do nosso Facebook. Esperamos que todos tenham gostado e semana que vem tem mais! Para ler sobre outros carros que participaram aqui do carros da galera, clique aqui.

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