Mustang GT e o segredo da suspensão MagneRide

O novo Mustang GT, que desembarcou no Brasil tem pouco tempo, já está sendo muito elogiado por sua dinâmica de rodagem dentro e fora das pistas (falamos dele por aqui também: AquiAqui).

Deve ser difícil ter um Mustang e não queimar uns pneus as vezes né?

Um ponto importante é forma como ele entrega os seus 466cv de potência e 58 kgfm de torque do V8 5.0, mantendo-se altamente controlável na pista e muito confortável no uso urbano. Mas como isso acontece?

Parte deste segredo está na suspensão adaptativa MagneRide que ajusta o desempenho e o conforto de rodagem de cordo com as condições da pista e o modo de direção selecionado pelo motorista.

Os amortecedores MagneRide são equipados com um fluido viscoso eletromagnético e sensores que ajustam instantaneamente o comportamento da suspensão para oferecer a melhor resposta em cada situação. O resultado é maior conforto em retas e um desempenho mais firme em curvas, no esportivo que vai de 0 a 100 km/h em 4,3 segundos e chega a 250 km/h.

O sistema utiliza um óleo viscoso dotado de micropartículas, conhecido como fluido magnetoreológico (MRF). Essas particulas reagem quando um campo eletromagnético é aplicado e mudam a sua viscosidade, alterando o comportamento na absorção de impactos. Outra vantagem dessa tecnologia é o controle preciso que ela oferece, com a variação de intensidade do campo eletromagnético.

Os sensores monitoram as condições da pista e os eletroímãs controlam as partículas de ferro suspensas no óleo. O campo magnético é ajustado automaticamente 1.000 vezes por segundo para alinhar as partículas em cada amortecedor

A Ford demonstrou como isso funciona da melhor maneira possível:

Some essa mágica a suspensão dianteira do tipo MacPherson com duplo “ball joint” e, na traseira, adota pela primeira vez um sistema independente Integral Link e.. Tadaaaan! Temos um carro de ótimo desempenho e conforto ao mesmo tempo.