As dificuldades de um GearHead no exterior – Parte 1

E aí Amigos GearHeads.

Me chamo Diego Sepúlveda e hoje vou contar um pouco da minha história (dores de cabeça) com carros aqui na Inglaterra.

Tudo começou no final de 2017, arrumei um novo trabalho, meu chefe me deu 2 meses para tirar a habilitação britânica e comprar um carro, pois eles não gostam que os funcionários dependam de transporte público.

Bom, baixei um app para estudar a prova teórica que tinha 700 questões e em 2 semanas lá estava eu reprovando por pouco, acertei 38 questões das 50, onde o mínimo era 42. Remarquei a prova para 1 semana depois e passei com 44 acertos. Em 1 semana marquei a prova prática e somente olhei vários e vários vídeos no youtube para pegar algumas dicas do que precisava para passar no teste. Bom em 1 mês eu já estava apto a dirigir aqui e começava a caça dos carros.

Acabei comprando o carro num sábado correndo, sem olhar detalhes, porque teria que usa-lo para trabalhar no dia seguinte.

Passando em frente uma loja em Londres, achei um carrinho que me chamou atenção por um preço que poderia pagar no momento, um Mini Cooper S supercharger R53 2005, sem ar-condicionado (para que nesse frio?).

Carrinho muito gostoso e divertido de dirigir, 168 hp, supercharger (força em todas rotações) e muito bom para curvas. Apesar de ser muito básico por dentro (que me lembrava  muito meu antigo Citroen AX GTI 1994), eu adorava fazer o percurso Casa/Trabalho com ele. Fiz vários planos de performance e estética para ele, mas infelizmente não pude efetuar nenhum.

Curti bastante o carro, mas em menos de dois meses ele já tinha 6 vazamentos de óleo, tendo que por 1 litro a cada 2 semanas. Levei na garantia da loja e levaram 2 semanas para “arrumar” o carro bem porcamente. Carro ficou um pouquinho melhor, acabei levando em um mecânico de confiança e descobrimos vários e vários pontos de ferrugem em baixo do carro (por causa do sal que jogam nas ruas no inverno) e alguns vazamentos voltaram. Meio desanimado pelos vários pontos de ferrugem, decidi procurar um carro mais novo, com os critérios de ser divertido, forte, peças e manutenções acessíveis, econômico na medida do possível para um pequeno “esportivo” (ando 40 milhas por dia) e que desse futuramente para efetuar alguns upgrades de estética, performance e talvez alguns trackdays (Silverstone, nurburgring? Será?).

Cheguei a olhar 208 GTI, DS3, BMW série 1 e 3, Subaru WRX até 350z, todos muito caro ou com manutenção alta, e então acabei encontrando um pequeno na cor que eu queria e o preço que cabia no bolso em um site de vendas de uma loja não muito longe de casa.

Próximo passo foi ir correndo ver o carro antes que o Mini preto desse algum problema mais.

Bom, irei dividir essa pequena grande história em partes para não ficar cansativo para todos nós. Na próxima parte conto a história e problemas do novo brinquedo.

Obrigado galera e até a próxima!