Kawasaki Z900RS chega ao Brasil com estilo retrô e mecânica moderna

Os anos dourados voltaram! A nova Kawasaki Z900RS traz o brilho das clássicas esportivas dos anos 70 para a atualidade com a tecnologia atual para poder ser usada todos os dias sem estresse.

Z1 à esquerda, Z900RS à direita

Apresentada no Salão Duas Rodas de 2017, a Z900RS se inspira na Z1 original de 1972. Na clássica temos um quatro cilindros de 903 cm³ DOHC, 8 válvulas, refrigerado a ar e alimentado por quatro carburadores, tudo isso sendo moderado por um câmbio de cinco marchas. O propulsor gera 83 cv a 8.500 rpm e 7,5 kgfm a 7.000 rpm, fazendo com que a motocicleta de 247,6 kg gaste 5 segundos para atingir os 100 km/h, com máxima de 217 km/h.

Piscas e refletores laterais destoam do conjunto

Avançando mais de 40 anos no túnel do tempo, nos deparamos com a Z900RS. A evolução foi nítida: com 948 cm³, 16 válvulas, arrefecimento a água e injeção eletrônica, temos 111 cv a 8.500 rpm e 10 kgfm a 6.500 rpm, números bem melhores que sua antecessora espiritual. Com isso, e o peso de apenas 215 kg, o desempenho também melhorou (há uma marcha a mais); a máxima agora é de 230 km/h e o 0 a 100 é cumprida em menos de 4 segundos.

A alienígena e a classuda usam o mesmo motor. Dá pra acreditar?

A ótima releitura da fabricante japonesa recria o modelo de condução da Z1 de 72 utilizando o quadro da Z900. Parece até absurdo que uma moto com visual tão rebuscado, e ciclística tão esportiva, consegue dar vida à um modelo de visual clássico como a Z900RS, mas é a mesma coisa que acontece com os carros. De uma mesma plataforma sai um hatch e um SUV, Golf e Tiguan por exemplo. Em comparação com a Z900, a RS tem escapamento de menor diâmetro, volante do motor mais pesado e menor taxa de compressão (10,8:1 no lugar de 11,8:1) para tornar a condução mais suave.

Painel mescla elementos retrôs com o computador de bordo

Por trás do motorzão exposto e do visual invocado há muita tecnologia. O painel tem visual retrô mas entre os mostradores analógicos há um visor digital com computador de bordo, que inclui autonomia, consumo instantâneo, indicador de marcha, relógio, temperatura externa e marcador de combustível. E se no modelo original temos apenas um disco de freio na dianteira e freio a tambor na traseira (meu Deus, esses caras eram insanos), a modernidade nos trouxe disco duplo na dianteira, com pinças de fixação radial, e disco simples na traseira, tudo isso com o a presença do ABS. A suspensão também é moderna. Na traseira o esquema dual shock dá lugar a um swing arm, já na dianteira agora a suspensão tem braços invertidos para maior conforto do piloto.

É uma pena que a Z900RS Cafe (verde) não seja vendida por aqui

O pacote de amenidades nos novos tempos inclui iluminação em LED e controle de tração com dois níveis, o primeiro permite até que você dê aquele velho grau enquanto que o segundo é indicado para condução em pisos escorregadios. Em compensação o tanque de combustível não se retraiu em prol de um aerodinâmica modernosa ou soluções de design com caráter duvidoso. São 17 litros de capacidade, a original tem 18 mas temos certeza que a autonomia será maior no modelo atual. É só não pilotar igual um retardado.

É realmente uma pena que a Z900RS Cafe (verde) não seja vendida por aqui

Para comemorar os 10 anos de importação oficial da Kawasaki no país, a moto será vendida aqui no clássico esquema de cores Candytone Brown, remetendo ao modelo original. O preço pedido é de R$ 48.990, competitivo o suficiente para brigar com, por exemplo, Triumph Bonneville e Ducati Scrambler. E pra quem é fanático de carteirinha, as concessionárias da marca irão vender camisetas e bonés do modelo.