Uma “nova” pista e velhos problemas – Pitacos F1

Meu Pai me manda uma mensagem segundos antes da largada, preocupado, abro o áudio para ver se era algo importante, e em meio a Copa do Mundo ele me manda uma mensagem elogiando a beleza de Paul Ricard, as listras das áreas de escape, a galera que acompanhava a festa no circuito, uma mensagem inusitada e até inesperada, grande fã do futebol, não achei que ele iria deixar de acompanhar a copa para ver a F1, mas ele fez isso, e enquanto trocavamos mensagens, Vettel fazia uma grande cagada na largada acertando Valteri Bottas, ambos foram prejudicados, Bottas até mais pois teve um pneu furado, Vettel mesmo com a asa quebrada conseguia andar um pouco mais rápido.

A batida entre os dois pilotos das duas maiores equipes foi o que ajudou a termos uma boa corrida, também tivemos uma ajuda de Ocon e Gasly que também se engalfinharam na largada e trouxe o safety-car a prova, ajudando e muito Bottas e Vettel e deixando todos os pilotos juntos e assim começava a escalada dos dois. Muitos acharam os 5 segundos de punição a Vettel muito branda, porém o alemão já tinha sido afetado e caíra para o fim do pelotão, punir com mais seria injusto e sendo até bem sincero, o erro de Vettel também se deu porque Bottas o fechou. Sempre dizem que dois corpos não ocupam o mesmo espaço, mas ninguém viu que até o final da reta, Vettel estava com mais de meio carro a frente e até tentou retardar a freada, mas como disse Forest Gump: “M*rdas acontecem!”.

Uma das maiores criticas também caiu em terra quando praticamente todas as ultrapassagens aconteceram naquele local, a famosa chicane no meio da reta Mistral, que proporcionou belas ultrapassagens (mas que muitos insistem em diminuir a qualidade delas por causa do DRS), e ótimas brigas por posições, permitindo também que os pilotos fizessem a grande curva ao final dela de pé em baixo.

Ainda é cedo para criticar uma pista que estava fora do calendário desde 1990, é uma pista nova para todos os pilotos, e um grande exemplo de pista é o circuitode Baku, onde em 2016 tivemos uma péssima corrida, mas nos anos seguintes tiveram corridas tão boas que o público clama pela permanência definitiva do circuito.

Triste foi ver a situação de Sainz, que ao final da corrida sofria com perda de potência em seu carro, mas que conseguiu ser salvo pelo safety car virtual nas últimas voltas quando o pneu de Stroll resolveu desistir dessa vida e explodiu espalhando diversos detritos na pista.

E aproveitando que falamos de Williams, a equipe que grita ao mundo com muito orgulho o fato de ainda ser uma equipe garagista, sofre com um carro extremamente mal nascido e pilotos ainda inexperientes (convenhamos que em um ano Stroll ainda não é nenhum exemplo de conhecimento e regulagem de carros), vai amargando um último lugar no campeonato em uma temporada que não da sinais de que vai melhorar.

A Force India também precisa se cuidar, depois de Ocon ter abandonado ainda na primeira volta, Perez teve problemas em seu motor na parte final da corrida, o time indiano que fez um 2017 magnifico vem sofrendo cada dia mais com falta de resultados e mesmo sendo a queridinha do grid, se manter essa decaída até o final da temporada pode perder vários e vários patrocinadores importantes.

E já que estamos falando de desgraça alheia, Alonso que uma semana antes se viu campeão da maior de todas as corridas, teve um final de semana de gosto extremamente horrível que o fez lembrar dos horríveis tempo de motores Honda e seu rádio reclamando dos pneus, dos freios, da vida foi uma amostra clara disso, mas confesso que o público começa a ficar de saco cheio de tanta reclamação e de uma falta de definição do piloto para o próximo ano onde não sabemos se vai ou se fica.

Para fechar, não tem como não comentar da ascenção de Leclerc, o jovem monegasco que a cada corrida apresenta cada vez melhores resultados e que em Paul Ricard conseguiu chegar no Q3 com uma Sauber que não é o melhor carro do grid. A imprensa internacional não para de rasgar elogios ao piloto e até grandes jornais o cravam na Ferrari em 2019, que mesmo soando um absurdo em se tratando de Ferrari, não seria algo nada irracional.

Fotos por Motorsport Br.