Kawasaki Ninja agora é 400 para a tristeza da CBR 500R

Se a Ninja 300 já era ousada até umas horas, agora com 399 cm³ ela chegou para bater as já conhecidas Yamaha R3, KTM Duke 390 e Honda CBR 500R.

A Ninja 400 veio para colar ainda mais nas categorias superiores

A porta de entrada para as Kawasaki Ninja chegou no Brasil em 2009, com a clássica Ninja 250R. O bi-cilíndrico de 249 cm³ rende 33 cv a 11.000 rpm e 2,24 kgfm a 8.200 rpm, e toda essa potência era garantida graças ao acerto agressivo da marca nipônica e às tecnologias empregadas ao propulsor. A refrigeração a água com um (grande) radiador em alumínio, os dois cilindros e o duplo comando de válvulas no cabeçote eram primazias para a época. Tudo isso por R$ 15.550, em 2009.

Ninja 250R, um marco no mercado nacional

A moto que rivalizaria com ela em preço era a CB 300R da Honda, que custava um pouco menos, tinha mais motor mas os números eram piores. Para você ter ideia da distância que havia entre as duas, o bloco da CB é na verdade uma evolução da Twister de 2001. A fama de ousada da pequena Kawasaki começou justamente porque não haviam concorrentes, então ela sempre aparecia nos comparativos se defendendo de motos maiores.

A 300 era uma nítida evolução da 250R

A Ninja 300 chegou em 2013 por R$ 17.990, num mercado onde já havia Kasinski Comet GT 250R, Dafra Roadwin 250 e a decepcionante Honda CBR 250R. A potência foi para 39 cv a 11.000 rpm e o torque subiu para 2,8 kgfm a 10.000 rpm, números ainda impressionantes para uma moto pequena. Só que aí chegaram Honda CBR 500R, Yamaha R3 e KTM Duke 390, e o modelo que já estava há 5 anos sem atualizações recebeu um aumento de cilindrada para retomar o trono.

A suspensão e os freios são melhores, mas nada de garfo invertido por aqui

Ao contrário da 300, a Ninja 400 é um projeto completamente novo, desde o motor até o chassi. A embreagem deslizante, por exemplo, recebeu um disco menor, deixando o acionamento mais leve. A balança traseira está mais larga, visando o conforto. Pena que as bengalas, apesar de mais robustas, permanecem no arranjo tradicional. Nada de suspensão dianteira invertida por aqui.

O garfo elevado e as pedaleiras recuadas dão mais conforto em viagens curtas e médias

Com 48 cv a 10.000 rpm e 3,9 kgfm a 8.000 rpm, o propulsor é abrigado por um chassi do tipo treliça, como na Ninja H2. O entre-eixos diminuiu para aumentar a agilidade em curvas e o peso também diminui: são 168 kg em ordem de marcha, 4 kg a menos que a 300 e 1 kg a menos que a 250R.

O painel é derivado da Ninja 650

Toda a instrumentação é derivada das Ninjas maiores, com computador de bordo e indicador de marcha. O conjunto ótico é em LED, assim como as lanternas da motocicleta.

Essas são as cores disponíveis para a Ninja 400

O freio dianteiro é maior, o pneu traseiro é 10 mm mais largo e o ABS agora é de série nas duas versões. A Ninja 400 ABS parte de R$ 23.990 nas cores preta ou verde, chegando aos R$ 24.990 na versão KRT com grafismo especial. Outra novidade é a garantia de 2 anos, o dobro da anterior, e as duas primeiras revisões grátis.

Tem que respeitar a pioneira.