Conheça tudo (mesmo) sobre o novo navio germânico, o BMW X7

A história nos permite fazer exaustivos comparativos entre BMW e Mercedes-Benz. O Série 3 compete com o Classe C, o Série 5 com o Classe E e assim sucessivamente. Na linha dos SUV’s, a marca da estrela de três pontas saiu na frente, com GLA, GLC, GLE e GLS, sem falar no clássico Classe G. E se a fabricante bávara já tinha X1, X3 e X5 para brigar com seus respectivos concorrentes, faltava um nome de peso para bater o gigantesco GLS. Pois bem, não falta mais.

Os faróis finos contrastam com a enorme grade: este o BMW X7.

O BMW X7 chegou para amedrontar com seus números estratosféricos. Em termos de dimensões, temos 1,80 metro de altura, 2 metros de largura e 5,15 metros de comprimento. É praticamente uma Veraneio! Mas o que impressiona mesmo é o entre-eixos, de insanos 3,10 metros: cabe um Gurgel Supermini entre os eixos deste carro! A marca não o chama de “uma nova dimensão em luxo” a toa.

Rodas vão de 20 até 22 polegadas

Tudo nesse carro existe em excesso. As rodas de liga leve começam em 20 polegadas, mas é possível equipar com modelos de 21 ou 22 polegadas. A altura da cabine é de um metro, do motorista até o porta-malas. O teto solar é tão grande que teve de ser dividido em três áreas. O ar-condicionado automático tem regulagens para quatro zonas. Até mesmo o duplo rim disposto na frente do veículo é o mais largo já utilizado na história da Fábrica de Motores da Baviera. A traseira tem traços que já vimos no novo Série 3, enquanto que a dianteira tem muito do também novíssimo Série 8.

É possível ter assentos individuais até na última fila

Sendo uma versão de uso misto do luxuoso Série 7, o X7 vem com espaço para 7 passageiros mas é possível contar com 6 bancos individuais, dispensando o passageiro do meio da segunda fila. E quem vai no último cômodo ainda pode desfrutar de apoia-braço, porta-copos e entradas USB para carregar o celular. O porta-malas leva apenas 326 litros mais pode ir até 2.120 litros quando rebatemos alguns bancos. Detalhe: todos os bancos, que são forrados em couro Vernasca diga-se, tem ajustes elétricos.

Interior é luxuoso

Na motorização temos três versões anunciadas até então. O X7 xDrive40i é equipado com o 3.0 seis cilindros de 344,7 cv a 5.500 rpm e 45,89 kgfm a 1.500 rpm. O xDrive50i tem um V8 4.4 biturbo de 468,4 cv a 5.250 rpm e 66,28 kgfm a 1.500 rpm. Já o xDrive30d, único Diesel disponível, usa um seis cilindros 3.0 com apenas um turbocompressor de geometria variável, gerando 268,7 cv a 4.000 rpm e 63,22 kgfm a 2.000 rpm. Seguindo a escala evolutiva temos 0 a 100 km/h em 6,1 segundos, 5,4 segundos e 7,0 segundos, respectivamente, e máxima de 245 km/h, 250 km/h e 227 km/h, também respectivamente.

Há três opções de motores inicialmente

Todas as versões utilizam o câmbio ZF de 8 marchas aliado à tração integral. Curioso é que, segundo a ficha técnica do modelo, o xDrive50i e o xDrive30d usam a mesma relação de câmbio, enquanto que o xDrive40i precisou de um câmbio mais curto para manter o fôlego (estamos falando de um carro de mais de duas toneladas). O diferencial da M Sport estará disponível como item de série no X7 M50d e como opcional nos xDrive40i e xDrive50i. A suspensão adaptativa tem bolsas de ar e amortecedores controlados eletronicamente em todas as versões, mas há ainda um pacote que ativa a seleção de diversos modos de condução off-road com o toque de um botão. Barra anti-torção ativa também é um opcional.

Sistema de som ultra premium e telas profissionais para os passageiros de trás são opcionais

O já falado ar condicionado com quatro zonas pode ser trocado por um que tem cinco zonas independentes. O som é premium mas você pode ir além, adicionando o Diamond Surround Sound System da Bowers & Wilkins. Também é possível adquirir um sistema de entretenimento profissional nos bancos traseiros.

Cluster digital tem mesmo tamanho da central multimídia iDrive

Com duas telas de 12,3 polegas no painel, é difícil não olhar para outra coisa senão o cockpit virtual do X7. Na central multimídia há controle por gestos, toque na tela ou no volante. No cluster é possível configurar o modo de condução semi-autônoma, com diversos recursos que variam de acordo com a disponibilidade em cada mercado. Mas vale citar alguns, como o sensor de permanência em faixa, sensor de ponto cego, piloto automático com função Stop & Go, sensor de tráfego e um curioso aviso que mostra se você está na contra-mão.

O X7 V8 é exclusivo dos EUA, por enquanto

A produção do X7 é restrita à planta de Spartanburg, nos Estados Unidos. O lançamento no mercado internacional ficou para 2019 mas a pré-venda na terra do Trump já começou, com preços indo de US$ 73.900 a US$ 92.600. A versão V8 é a mais cotada para lá, tanto que nem será vendida na Europa.