403 km/h para até três pessoas: este é o McLaren Speedtail

Já dissecamos o McLaren F1 aqui, mas ele não deixa de nos impressionar. Se o visual parece datado para alguns hereges, a mecânica é um sopro de juventude em plenos pulmões, sendo o carro de aspiração natural mais rápido do planeta até hoje. A escuderia britânica teria trabalho para construir um sucessor tão impressionante quanto. Mas parece que eles conseguiram.

É rapaz, a nova geração de hipercarros promete

O novo hypercar da linha Ultimate Series, composta ainda por P1, P1 GTR e Senna, é o Speedtail. Trata-se de um monstro híbrido de 1.050 cv, 3 lugares e velocidade máxima de 403 km/h. É brincadeira? Não mesmo: o 0 a 300 km/h desta joia é cumprido em apenas 12,8 segundos. Isso é 3,7 segundos mais rápido que a P1 e quase 10 segundos mais rápido que a F1. É um soco no estômago, na face, no peito, em todos os lugares imagináveis e inimagináveis.

O interior é uma releitura futurista da F1

Com 1.430 kg, o Speedtail abusa da fibra de carbono para apresentar uma carroceria leve, para ganhar em velocidade, e rígida, para ganhar em reação. A estrutura dos bancos, o volante, as aletas do câmbio e até mesmo o console no teto são em fibra de carbono. São apenas 35 kg a mais que a P1, com mais tecnologia, mais conforto e mais um banco. Isso sem falar nos porta-malas dianteiro e traseiro (são 162 litros no total, quase um FIAT 500).

O câmbio fica no teto

O cockpit centralizado é minimalista, com poucos botões e telas em todos os lugares. Curioso é que o acionamento do câmbio se dá por botões… no teto, inspiração vinda dos aviões. Faz sentido, já que o carro é uma nave. Lá ainda é possível acionar a ignição, o modo de condução, os vidros elétricos (?) e a cor dos vidros superiores. Sim, a cabine é toda rodeada por vidros que, em sua porção superior, são eletrocrômicos. Eles podem ficar mais escuros ou mais claros com o toque de um botão.

A obsessão pela aerodinâmica é vista na dispensa dos retrovisores, que deram espaço para câmeras retráteis. Outro ponto importante está nas rodas dianteiras, de 20 polegadas (21 na traseira), que possuem um capa semelhante aos modelos de rali dos anos 80: elas servem para diminuir o arrasto aerodinâmico.

Na traseira temos os dois discretos flaps: tecnologia de ponta.

O mais impressionante está na traseira. A longa cauda nos reserva uma peça única em fibra de carbono maleável, que contem um aerofólio integrado ativo. Sem dúvidas, uma das soluções de design em função da aerodinâmica mais bonitas que já existiu.

A porta que abre pra cima nem impressiona mais

As entregas deste novo parâmetro para hipercarro começam em 2020, e todas as 106 unidades já foram vendidas por R$ 8,2 milhões cada. O Speedtail não possui o V12 gritante do Aston Martin Valkyrie, nem o powertrain de Fórmula 1 do Mercedes-AMG One. A arma dos ingleses é a aerodinâmica. E nisso eles realmente acertaram em cheio.